Loio-Pérsio

A poética da Imagem

A exposição Loio-Pérsio – Poética da imagem reúne uma seleção representativa da primeira etapa do projeto de catalogação da obra do artista Loio-Pérsio Navarro Vieira Magalhães [1927–2004], coordenado por seus filhos e baseado nas cinco cidades em que ele morou e desenvolveu sua trajetória artística: Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Vitória.

Compõem a mostra 111 pinturas, desenhos e estudos que se encontram hoje no estado do Rio de Janeiro. Realizados desde a década de 1950 até o início dos anos 2000, destacam-se entre eles exemplares pertencentes aos acervos de importantes museus, instituições culturais e coleções, como a Coleção Roberto Marinho/Instituto Casa Roberto Marinho, a Coleção Gilberto Chateaubriand/Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e a Coleção João Sattamini, comodante Museu de Arte Contemporânea de Niterói, bem como as pinturas que receberam a Medalha de Ouro na II Bienal Interamericana do México, em 1960, e o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro do XII Salão Nacional de Arte Moderna, em 1963, pertencente ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes, e uma das últimas séries de estudos feitas em 2003, alguns meses antes de seu falecimento, composta de 14 marinhas e paisagens.

O percurso da exposição, cronologicamente delineado, tem como balizas estudos e desenhos que indicam como a construção de sua obra progride ao longo do tempo, ou seja, como diferentes problemas pictóricos – muitas vezes chamados, de maneira reducionista, de fases ou períodos – encontram soluções que, a um só tempo, mantêm e reelaboram, por meio do ritmo e da harmonia, princípios e elementos de base, entre os quais a linha, o plano e a cor.
Na trajetória de Loio-Pérsio, a investigação de tais princípios e elementos não apenas se mostra informada pela realidade social, política e econômica e o contexto da arte tanto brasileira quanto internacional, mas também deixa ver a permanente busca de sua composição, vale dizer, sua recriação à luz de uma realidade que insiste no que lhe é específico e inalienável. Nas palavras do artista, “parece-me o quadro uma realidade autônoma, na qual quaisquer intenções (religiosas, políticas, éticas, práticas ou científicas) seriam um apêndice indispensável” (do catálogo de sua exposição realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro em abril e maio de 1960).

Completa o projeto desta exposição da obra de Loio-Pérsio a publicação do manuscrito que lhe empresta o nome, “Poética da imagem”, no qual o artista discute histórica e filosoficamente como uma obra de arte é concebida e feita.

Paço Imperial
Praça XV de Novembro, 48
Centro - Rio de Janeiro
55 21 2215 2093
 
De terça a domingo, das 12 às 19h
Entrada Franca

Bistrô do Paço
De segunda a sexta, das 11h às 19h30
Sábados, domingos e feriados, das 12h às 19h
 
Restaurante Arlequim
De segunda a sexta, das 10h às 20h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h